Ocultar ou não a verdade para os crushes?

Um dos grandes dilemas de quem vive fazendo programa é: Contar ou não a verdade para aqueles crushes que estamos conhecendo?

Conheço várias pessoas que vivem duas vidas e que conseguem sustentar a mentira por longos anos, ocultando a verdade de seus maridos casadas a anos e com filho(s). E também conheço transexuais que além de ocultar o fato do programa, ocultam também que são transexuais. Uma super amiga vive casada a quase três anos, tem filho e o marido parece viver sem saber da verdade, ou no mínimo fecha os olhos para a realidade, como a maioria das pessoas amam viver, numa ilusão somente para satisfazer uma felicidade interna que na verdade é irreal e não existe. Outro dia ela me contou que ele pegou uma conversa dela com um cliente antigo que bancava ela a alguns anos com cerca de 15 mil reias por mês, isso quando ela ia e as vezes ele de tão drogado que ficava esquecia que havia pago e pagava novamente. Era um super cliente, porém com um super problema de se encarar e que em outro post faço questão de me aprofundar mais sobre este assunto de drogas e que sim, é muito polêmico.

Outra amiga transexual não operada, conhece boys pelos aplicativos de celular e marca encontros sem falar nem uma coisa e nem outra. Chega na hora, alguns percebem de sua transexualidade e que a mesma é acompanhante e outros não. Ela é super feminina, não desconfia-se nem pela sua voz. Eu mesmo quando a conheci levei uma semana para descobrir que era Trans, isso porque uma outra amiga em comum que me contou. Bom, voltando ao assunto… Ela faz isso várias vezes e sempre exige que os homens paguem a conta total da consuma do jantar porque na visão dela, mulher não paga conta. Os encontros eram marcados quase sempre em um restaurante chamado Athenas que se localiza na Augusta em São Paulo e é conhecido principalmente no meio gay por ser um ótimo restaurante, por ter um bom atendimento e um preparo especial para receber todos os tipos de público. Eu nunca deixei de avisá-la sobre o risco que ela estava correndo pois vivemos em uma sociedade misógina, machista e muito transfobica. As chances de ela chegar na hora “H” com um destes homens que não desconfiam de sua transexualidade e sofrer agressões são imensas. Mas não há nada que a faça mudar de pensamento e de atitude. Parece gostar do perigo, parece gostar da mentira. Um dos últimos namorados dela namorou com ela cerca de oito meses sem desconfiar de absolutamente nada. Apresentou a família dele e tudo. Sempre faziam sexo anal e cada vez ela inventava algo ou escondia o maldito e de lado fingia estar fazendo sexo vaginal.

Eu particularmente, depois de me enrolar algumas vezes tentando omitir isso aprendi que contar desde o princípio, isso significa, contar antes mesmo do primeiro encontro , falar na lata durante as primeiras conversas online era essencial para se ter uma boa relação e mais verdadeira, já que eu praticamente vivia uma vida repleta de amores, desejos e vontades de mentira. Eu sempre preferi sofrer pelos efeitos da verdade, à vir sofrer pelos efeitos da mentira no futuro onde a história já estaria enrolada, complexa e muito mais intensa. Parece muito simples falar assim, mas trabalhar com a verdade parte de princípios, de vivencias e de esferas muito profundas da consciência humana. Quero reafirmar que não estou aqui para julgar ninguém e a escolha de vida de ninguém, meu papel é contar e compartilhar com vocês histórias que vivi ou que vi.