O dia em que paguei um GP

Pela primeira vez eu estive do lado de lá. Sim, eu fiquei com muita vontade de transar com uma pessoa que não fosse o meu marido e busquei a ajuda de um profissional para isso. Seria melhor no meu ponto de vista porque ele não teria informações sobre mim, não ficaria me questionando e nem corria risco de ficar atrás de mim depois.

O que eu não imaginava era experimentar energeticamente todo o malefício desse tipo de relação agora do outro lado. O que eu achava que eram pontos positivos agora eu vejo como negativos. É horrível se relacionar com alguém simplesmente pelo prazer carnal, sem conhecer a pessoa, sem uma conversa franca, sem empatia, sem uma ligação com um mínimo de amor que seja. Alimentar em si esse ego e essa compulsão sexual é tão ruim tanto pro acompanhante por receber esses impulsos energéticos alimentando seu próprio carma, quanto para a pessoa que o procura muitas vezes tentando liberar seus desejos e preocupações através do sexo. E muitas vezes sem saber ambos acabam fazendo mal a si mesmos alimentando essa energia negativa em si e materializando-a no ato sexual. Criam um vínculo espiritual com essa energia que em vez de os libertar, acaba os aprisionando em amarras e desejos mentais cada vez mais impossíveis de controlar.

Não foi tão bom quanto eu queria. Mas foi necessário para que eu pudesse ver o que eu estava fazendo comigo mesmo mais uma vez. A verdade é que não importa onde estejamos, precisamos aprender a alimentar o amor em nós.